sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sobre super-poderes (?)

Primeiramente, claro, eu queria poder me teletransportar. Pra poder jantar em casa na sexta (ou em qualquer outro dia), passear em São Paulo sem ter que encarar o trânsito caótico, visitar os amigos sempre, enfim: me locomover à vontade sem ficar à mercê das condições de tráfego, da distância, do clima, da carona, do transporte público, da boa-vontade (alheia e própria), etcétera, etcétera.
E queria que, de algum jeito, eu pudesse conjurar uma imagem do que estou pensando sempre que me desse vontade. Igual aquelas 'lousas virtuais' de que se fala na tevê, interativa e tudo mais. Pra quando eu quiser falar naquele ator que não sei o nome e que só fez uma ponta em uma novela antiga, eu projetar a imagem dele no ar e as pessoas (geralmente minha mãe) dizerem: "Aaaaah, sei". Ou pra quando eu quiser reproduzir um sonho que tive, ou uma situação pela qual passei, ou outras tantas situações que eu imagino.
Como complemento a essa função, eu queria também que meus olhos pudessem tirar fotos e gravar vídeos - porque não é sempre que dá pra sacar o celular, e mesmo quando dá, nem sempre fica do jeito que eu queria que ficasse (que é o jeito como eu vejo).
Eu queria uma espécie de Ctrl+F nos livros, porque toda vez que eu procuro determinada passagem importante, ela some das minhas vistas.
Eu queria ler pensamentos. Na verdade não sei se queria, tenho medo do que alguns deles poderiam revelar. Mas o House disse que "É melhor saber do que não saber", e provavelmente ele tem razão. Ou talvez eu queira mesmo é ser telepata - ainda não sei se é exatamente a mesma coisa.
Eu queria poder ficar invisível e etérea, pra poder observar as pessoas sem que elas soubessem disso. E, talvez, eu não esteja tããão longe disso. Em certos momentos, eu tenho certeza de que ninguém me vê, e fico assistindo as agitações humanas como um alienígena que chegou ontem e está tentando entender algo daquilo tudo que lhe parece tão estranho.

2 comentários:

Meg / Bombs disse...

parece quase pecado (hahaha) mas eu vou ter que discordar do House. não saber muitas vezes é melhor. até pq metade do q passa na minha cabeça não é digno de ser levado a sério, principalmente as brigas sérias q eu tenho com as pessoas (aquelas brigas em q a gente consegue dizer tudo oq sente, afinal é nossa cabeça, sabe?) em q eu acabo pensando em coisas mt ruins, q poderiam magoar mt, quando na verdade eu não faria nada pra magoar essa pessoa. e quando eu digo "eu" é supondo que aconteça com todo mundo. algumas coisas precisam ficar só na cabeça.

o resto, bom, é o máximo! só não queria ser invisível. é mais legal observar quando a pessoa sabe q vc tá lá mas não se dá conta. pq aí depois vc pode comentar =P

Anônimo disse...

Conjurar imagens seria muito bom, assim como olhos fotográficos ou que filmem as coisas, o ctrl f seria sensacional, não sei se gostaria de ler pensamentos, e as vezes sinto que sou tão invisível quanto o ar, entendo como é se sentir uma et.
Mas tem algo nos caminhos e nas estradas, as distancias, devo ter sido nômade em vidas passadas, algo na estrada me acalma, o simples fato de ir e vir, claro burlar o transito e o caos seria formidável, mas distancias, caminhos, estradas independente de clima e percurso, algo nisso tudo me acalma...

Teleporte seria bom pra muitos momentos, mas não saciaria o desejo de descobrir coisas por caminhos, de me perder e me achar... essas coisas loucas... pode dizer que é o verdadeiro espírito biker dentro de mim.