segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre o não-texto

Hoje queria escrever aqui, e tinha um bocado de ideias pra isso. Mas elas foram todas se esgotando na medida em que o texto travava entre meus dedos, e os olhos reprovavam o texto banal, quadrado e mal-acabado.
Aí lembrei de palavras rabiscadas em uma folha de borda azul, na noite de ontem - palavras que saíram naturalmente, sem pensar, porque tinham que sair, porque eu não parava de pensar nelas e, pensando tanto, meus estudos e meu possível sono ficariam ainda mais prejudicados. Texto natural e sincero, que talvez não seja tecnicamente muito bom, mas é bom porque sou eu em cada sílaba, em cada pausa. Minha caligrafia mal escrita, minhas palavras mal pensadas, meus sentimentos mal resolvidos.
Mas não cabem aqui, ainda não. Já tive coragem, esculpida duramente ao longo do tempo, pra assumi-los e enfrentá-los, mas ainda não o suficiente para expô-los.
Então sobrou só um texto vazio. =/

6 comentários:

Anônimo disse...

eu ia escrever um post exatamente assim ó:
"tenho várias coisas legais na cabeça pra escrever, algumas experiencias bizarras e sonhos recentes q tive em minha vida.
mas eu não to a fim.
estamos vendo alguma coisa acontecer."

aí eu achei q ia ser vazio demais, nada a ver com o perfil do blog e ngm comentaria.
e aqui estou eu comentando num post basicamente com o mesmo conteudo, q tem o perfil q deveria ter, pq afinal o blog é seu e pronto, e q não é vazio. geralmente a gente posta resoluções ou constatações; postar conflitos internos é um variação, é cheio de coisas indefinidas, mas não vazias.

estamos vendo alguma coisa acontecer =]
mas eu só vou descobrir oq é quando eu crescer

Anônimo disse...

"Já tive coragem, esculpida duramente ao longo do tempo, pra assumi-los e enfrentá-los, mas ainda não o suficiente para expô-los."
Já é um começo, eu ainda não cheguei a esse ponto...
palavras sinceras com cargas de sentimento sempre são as melhores, mesmo que desconexas e sem sentido, sempre fazem sentido para nós né flor...

João Pedro disse...

É, laivia...

As palavras às vezes querem sair tão certinhas, sobre temas tão interessantes q escorregam e caem da boca sem chegar ao papel. E as mais simples e sinceras nem ligam pra virgulas, ou açêntoz (muito menos pra gramática correta :P).

O importante é assumir e enfrente. Expor, é trofelice (tbm podemos inventar palavras) e nem sempre serve pra mta coisa. Mas qnd vc estiver pronta ou disposta a expor, exponha. C for aki, estaria à disposição para comentar.

João Pedro disse...

Enfrete=Enfrentar

Trofelice, por João Pedro = Fazer de Troféu, Usar como Troféu, ou simplesmente Expor para os outro.

Anônimo disse...

É, eu conheço essa sensação. Só que em geral minhas palavras mais sinceras nunca chegam no papel, elas ficam flutuando na minha cabeça por horas e horas e quando eu decido escrever, puf! Elas resolvem tirar ums férias e saem. E o texto não sai bom, é quase como se os deuses estivessem me saitirizando.

=***

alvaro borges rosa disse...

No final das contas, o seu texto quis dizer muito. Mostra como nós devemos superar obstáculos que transcendem a nossa existência para podermos nos mostrar como realmente somos. Como a nossa existência é frágil e que só podemos ser realmente verdadeiros quando temos um grau de intimidade significante e não para qualquer um que possa ler um texto "sem sentido" que escrevemos em nosso blog.
Um beijo de alguém que morre de saudades de vc a cada dia que se passa!